Café impróprio para consumo em Minas Gerais

O estudo feito pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais em parceria com o Procon também cá das terras da inconfidência, trouxera...


O estudo feito pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais em parceria com o Procon também cá das terras da inconfidência, trouxeram dados alarmantes sobre o sagrado cafezinho nosso de todo dia (no meu caso, de várias vezes ao dia). Sim pessoas, é com muita vergonha que tenho que admitir, que muito do café produzido e consumido em Minas Gerais, é qualquer coisa, menos café.

Segundo dados da ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café), Minas é maior produtor da bebida no Brasil, com cerca de 500 empresas atuantes no estado sendo que a maioria delas produz mais de uma marca comercial de café. O Projeto avaliou 241 amostras que contemplaram um número expressivo de torrefações mineiras, expondo uma preocupantemente baixa qualidade para um produto economicamente tão importante.

O estudo feito entre 2014 e 2015 aponta que, entre essas 241 amostras, 74 são impróprias para o consumo, por terem contaminação de elementos estranhos (pau, folhas, milho e sabe-se lá Deus mais o que) ou que é ainda pior, a presença de ocratoxina A um elemento cancerígeno que deveria passar bem longe das nossas xícaras e canecas. E como Uberaba tem que estar em todas - principalmente no que não presta - temos duas marcas que foram consideradas inapropriadas por apresentarem níveis consideráveis de impurezas: Uber Uba e Café do Padre.

O selo de pureza da ABIC nem mesmo parece ser garantia de que estamos consumindo um bom produto, afinal, 11% das marcas analisadas e que são filiadas a ABIC, apresentaram problemas.

Segue a lista de marcas com problemas, sseparadas por cidades:

Caratinga 
Rozaminas, Uniforte, Caparaó, Caseiro, São Jorge, Sabor da Fazenda, Emerick, Master, Campestre, Lara Café

Belo Horizonte 
Super Café Cometa, Diadema

Poços de Caldas
Muzambinho, Baronesa, Nascente da Serra, Bom Dia

Varginha
Raça Negra, Fino Sabor, Matinata, Sorriso, Delícia, Privilégio, Duradouro, Vargenese, Monjolinho, Ouro     Mineiro, Pelegrini, do Porto, Fazenda Outro Verde, Planalto, da Serra

Contagem
Brasil 

Divinópolis 
Uno, Camacho, Puro Sabor, Bom Despacho, 262, Rede União de Supermercados, Pilão de Minas, Bedê

Passos
Moura, Carmelitano, Gostinho de Minas, Aroma da Canastra, Cafundó, Tradição Mineira

Almenara
Caseiro, Sabor Ouro Mineiro, Orvalho 

Uberlândia 
Grão de Minas, Trevo de Minas, 

Uberaba
Uber Uba, do Padre 

Conselheiro Lafaiete
Camapuã  

Patos de Minas
Fragata, Criolo 

Juiz de Fora 
Donalice, Caseiro Mineiro, Moeda, Café da Feira, Café do Bom, Viçosence, Hemelly, Alvorada, Café da Vovó,     Suprême

Pouso Alegre 
Capelli, Piranguinho, Cristo Redentor, Zé Nunes, Mais Sabor 

Montes Claros 
Cominas, Tânia

Barbacena 

Tamandaré 


As marcas acima já foram notificadas pelo Ministério Público e Procon mineiros, que seguem tomando as devidas providências. Eu não sei vocês, mas eu quando compro ou bebo café, quero café e não pau torrado,  milho torrado... Precisamos que as marcas aprendam com nosso desprezo, que merecemos respeito, já que só a lei pelo jeito não parece servir.

Quem se interessou e quiser ler o estudo completo pode acessá-lo aqui

E por favor, se me convidarem para um cafezinho, que não seja Café do Padre,  ou algum dos outros listados acima. E sem açúcar, por favor.


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