Diários de Campuseir@: o segundo dia pra mim, primeiro pra muitos

Esse segundo dia de Campus Party na verdade é considerado o primeiro. Mas pra mim que já passei meus perrengues aqui na segunda feira, fica...

Esse segundo dia de Campus Party na verdade é considerado o primeiro. Mas pra mim que já passei meus perrengues aqui na segunda feira, fica sendo o segundo e pronto. O dia começou com um café da manhã. Uma fatia de pão com presunto e muçarela, bolacha salgada, bolacha de leite, waffer de chocolate, uma banana, suco e café com leite. Aliás, café com leite no café da manhã é à vontade. Para todas as outras horas do dia tem o estande abençoado da 3 Corações, que nesse momento, 1h04 da madrugada de quarta feira, está lá, firme e forte servindo capuccino na faixa pra galera.

 

Pela manhã as bancadas estão praticamente vazias. Até porque os campuseiros ficam jogando até quase amanhecer, então é o horário ideal pra sentar e pegar um cabo que esteja funcionando, uma tomada que tenha energia elétrica, essas coisas que se espera que funcione num evento como a Campus Party. Mas nem sempre, nem sempre funciona.

Dei uma volta pela parte aberta da feira. Mais perrengue. Quem está aqui na área comum da #cpbr7 precisa passar por um detector de metais, a mochila tem que passar pela esteira de raio x e se você estiver carregando seu notebook, é preciso verificar se você é realmente o dono dele (lembram que ontem eu falei sobre a fila do cadastro de equipamentos? Então, esse cadastro gera um código de barras que é colado no seu notebook, console ou pc e quando é feita a leitura, aparece sua foto e seu nome na tela dos seguranças). Para sair da área Open Campus (que é gratuita) e voltar para a área comum, o mesmo ritual. Isso garante nossa segurança na área comum, mas dá uma canseira danada.

Uma da tarde, palestra com Bruce Dickinson. Cheguei 12h10 e já estava quase lotado. Pontualmente às 13h o vocalista do Iron Maiden subiu ao palco para falar sobre empreendedorismo. Um homem absolutamente comum, mega bem sucedido, mas comum. Em sua palestra, Bruce ressaltou a importância de ser ter boas idéias e investir trabalho duro nelas. Que é preciso ter imaginação, e não se prender aos costumes. E principalmente, que uma empresa, seja em qual ramo, para se manter, precisa investir no relacionamento com seu público, seu cliente. Ele deu como exemplo a questão da crise da indústria fonográfica. Ao invés de simplesmente tratar o fã como um criminoso por baixar e compartilhar músicas na internet de forma gratuita, Bruce buscou outras formas de se relacionar com o fã. E assim, surgem oportunidades como a cerveja Trooper.


Depois da palestra com Bruce, peguei uma fila gigante pra almoçar. Pelo jeito todos deixaram pra depois da palestra... Mas enfim, almocei, dei mais uma volta na Open Campus, vi um pouco das batalhas de robôs. Muita, muita gente, quase impossível se aproximar da arena. Mas ignorando a muvuca, encontrei Affonso Solano. Solano é Autor do livro Espadachim de Carvão, coordenador do selo Fantasy/Casa da Palavra (Leya), co-criador do Matando Robôs Gigantes e ilustrador.

20h30 assisti uma das palestras mais legais do primeiro dia, a palestra de Daniel Basconcello Filho, Erick Vilela e Henrique Foresti sobre a customização do Arduino. Basicamente, o Arduino e as versões criadas por Daniel (Xduino) e Erick (leolivre, são placas de hardware e software livre que facilitam o acesso à robótica, com diversas aplicações. Um barato que vai render post em breve.
21h45 começa a palestra sobre Protocolo Bluehand: Robôs, com Fábio Yabu, Bluehand, Azaghal e Jovem Nerd. Eu já havia pego um autógrafo do Bluehand durante a tarde. A palestra era sobre o último livro da trilogia Protocolo Bluehand, que será lançado ainda neste primeiro semestre de 2014. Se os outros dois livros, sobre alienígenas e zumbis, tinham seu fundo de fantasia, o próximo livro se mostra assustadoramente realista. As manobras de "uma grande empresa de buscas" para não só comprar empresas de tecnologia, mas também para a cada dia mais, ter o controle sobre as informações do usuário, seja através do login em seu navegador, seja através do sistema operacional instalado em milhões de celulares e smartphones no mundo. Dá medo. Fim das contas, apesar de toda a minha fobia de gente, enfrentei o mar de fãs pra tirar fotos e pegar os autógrafos no Protocolo Bluehand do Mariano. Aliás, na hora em que eu ia tirar uma foto com o Azaghal, depois de pegar seu autógrafo, o Mariano começou a me ligar insanamente, e eu não atendia, pra conseguir tirar a foto e sair logo daquela muvuca. E o Azaghal só dizia "Atende o cara..."


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