Reaprendendo a comer

Disseram por aí que casais felizes engordam juntos . Verdade ou não, o fato é de que, desde que resolvemos morar juntos eu e Mariano en...


Disseram por aí que casais felizes engordam juntos. Verdade ou não, o fato é de que, desde que resolvemos morar juntos eu e Mariano engordamos. Onze quilos cada um. Deixamos de ser pessoas eutróficas e entramos para a estatística do sobrepeso no Brasil.

Os motivos podem ser enumerados em dois, quase três. O primeiro é a rotina maluca que a gente vive. Entro às nove da manhã no trabalho, saio às cinco, vou pra faculdade e de lá saio às 22h30. Mariano entra no trabalho às 12h30, usa o intervalo dele das 17h às 18h10 pra me levar para a faculdade, volta pro trabalho, sai às 21h40, me busca na Uniube e então vamos para casa. Quando vamos direto pra casa, chegamos por volta das 23h. Quando passamos na casa da minha mãe (normalmente às quartas feiras), chegamos mais ou menos meia noite. Bom, chegando em casa, temos gatos para alimentar, cachorra para alimentar, caixa de areia pra limpar, casa pra arrumar, e jantar para fazer. Acabamos jantando por volta da meia noite, meia noite e meia e depois disso vamos dormir. COMO NÃO ENGORDA DESSE JEITO?

Outro fator é a gordice mesmo. No intervalo entre as 17h e as 18h, fazemos um lanche juntos na Uniube. E é sempre salgado, ou o especial do Paulista (pão de hamburguer salsicha, presunto, mussarela, bacon, milho, batata palha e alface. Não lembro agora se vai tomate. E você ainda ganha um refrigerante de brinde) ou é um cone médio ou grande (pra cada um) de batata frita com queijo ou bacon. Fora as gordices do fim de semana. Enfim, só gordice, gordice gordice.

O que poderia ser considerado um terceiro fator é muito mais para o Mariano do que para mim. Ele malhava, agora não frequenta mais academia. Eu não malhava antes. Mas também não jantava. Na casa da minha mãe, tinha sempre comida pronta pra colocar na marmita. Agora não, agora eu preciso fazer a comida e ou faço quando chego da faculdade, ou faço quando acordo pela manhã.

Daí eu ter saltado de 64 para 75 kg e ele de 70kg para 71,5. E a gente resolveu se rebelar contra isso. Não dá pra continuar engordando desse jeito. 

A primeira decisão foi tomada no último sábado, combinamos de nos reeducar juntos. Reeducar, porque ficar sem comer é burrice. Também não dá pra começar radicalizando. Nos despedimos dos excessos no domingo e na segunda feira já começamos. Primeira medida, voltar a tomar café da manhã. Não existe manutenção de peso que sobreviva saudavelmente sem café da manhã. E reduzindo ou quase zerando o consumo de manteiga ou margarina. Pão agora é com cenoura ralada, ou beterraba ralada, ou alface, ou tomate. Ou um pouco de tudo isso junto. Almoço, TEM que ter salada crua. Sem questionamentos. Salada temperada com shoyu e limão e só. Feijão eu já cozinhei sem óleo essa semana. Em casa, adeus fritura, agora ou é cozido ou é assado. Na geladeira aqui da agência onde trabalho, guardo presunto, mussarela, pão integral, rúcula, tomate e uvas passas, para o lanche da tarde. Jantar, eu pelo menos, só se for antes das 23h. Depois disso, uma salada ou um copo de leite.

Na segunda feira, comprei algumas frutas e vegetais. Banana, laranja beterraba, cenoura, alface, tomate limão, tudo isso custou 15 reais. Pouco mais dos R$11,50 que paguei no X-churrasco-bacon-salada que comi às cinco da manhã voltando da balada. No fim é mesmo tudo questão de escolha.


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