Frejat, as menininhas, e a caixa de som

Frejat - Domingo no Campus Uniube Domingo no Campus inesquecível com show do Frejat. Cheguei cedo pra ficar perto do palco, mais po...

Frejat toca em show gratuito na Uniube - www.mineirasemfreio.com
Frejat - Domingo no Campus Uniube


Domingo no Campus inesquecível com show do Frejat. Cheguei cedo pra ficar perto do palco, mais por agorafobia do que por tietagem (aliás, páreo duro). Ver o espaço sem gente à minha frente é estremamente reconfortante, me sinto angustiada cercada de gente por todos os lados.

Atraso básico, ouvimos o cd com o show do Rappa umas três vezes. Frejat chega feliz demais da conta de terno risca de giz e camisa preta sob o sol do meio dia em Uberaba e já tasca logo Palco de Gilberto Gil. O show inteiro só com grandes músicas, de compositores diversos, da Legião (Mais uma vez e Ainda é cedo)    sucessos do Barão Vermelho e também da fase solo de Frejat. Um show leve, alegre, feliz, como sugere a turnê A tal felicidade com que o guitarrista tem excursionado pelo Brasil. O cara aos cinquenta anos tem mais fôlego que eu, comandou bem o show e a platéia, se abastecendo apenas com sua indefectível garrafinha preta (bolão de apostas; tudo bem, o roadie colocou água na garrafinha na hora do bis, mas...)

Por falar em platéia... Eu não gosto de gente à minha frente em shows, me dá crises de angústia, falta de ar, vontade de fugir, é uma merda. Então ou fico nas laterais ou à beira do palco, já que não sobra grana pra terapia, vamos ao que dá pra fazer. E aí fiquei em frente duas caixas de som empilhadas no chão diante do palco, onde acomodamos nossos capacetes e a bolsa da minha cunhada. Tudo lindo, tudo feliz, quando um rapazote por demais alegre, tanto por sua natureza quanto pelo whisky quente tomado com os amigos, resolveu subir na caixa. Além de atrapalhar a gente, ele estava cobrindo todo o ângulo de visão de duas menininhas que se colocaram entre as pilhas de caixas de som, e que mais do que muito adulto, cantavam todas, TODAS as músicas. O jeito foi começar a xingar e a tacar coquinhos no cara até ele sair. As menininhas sentiram-se apoiadas e também começaram a brigar com o camarada. Passou um pouco, uma tia que estava ao nosso lado, também resolveu subir na caixa pra tirar fotos. Nova chuva de coquinhos, apesar da senhorinha (senhorinha, porque ela era quase do tamanho das meninas) dizer que era "só pra tirar uma foto".

Nesse meio tempo, aproveitei pra abusar da boa vontade do senhor meu namorado e pedi a ele que colocasse as meninas nos ombros, pra que elas conseguissem ver o show. Uma de cada vez, elas tiveram a oportunidade de ver todo o palco (ainda bem que elas eram magrinhas, né Falconi?). Pouco depois, quando estávamos achando que a paz e o sossego reinavam no show, lá vem outra criatura sentar na caixa de som. E não adiantou pedir, reclamar, xingar, bater boca, o infeliz não queria sair e ainda tirou onda me dizendo que "A mineira sem freio vai direto pro inferno", como se eu tivesse a OBRIGAÇÃO de ser legal com gente babaca. Por fim ele desceu quando meu namorado e acompanhante das duas meninas, viraram a caixa fazendo com que ele gentilmente voltasse para o chão.

A essas alturas o Frejat já tinha visto as duas e mandava olhares e sorrisos carinhosos para as pequenas. Até que no bis, ele se aproximou ficou bem sobre elas, mandou um beijo enquanto solava e jogou a palheta para elas. Ali eu ganhei meu dia. Valeu o sol quente, a sede, os desaforos de gente abusada e egoísta que não percebia a importância daquele momento para quem estava ali. Show é ambiente coletivo, todos tem o mesmo direito, ninguém é mais bonito a ponto de poder atrapalhar o divertimento alheio. 

Na hora de ir embora elas agradeceram. Nem precisava.

Luana que ganhou a palheta do Frejat
Luana com a palheta ganha de Frejat

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Fotos do show na fanpage do Mineira sem Freio

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