Bugei - Lições para a vida, o corpo e a mente

Sensei Thiago Moraes e Shidoin Rafael Ferreira praticando Batto jutsu, a arte do saque da espada e cortes. Meu querido, amigo Rafael Fe...

Sensei Thiago Moraes e Shidoin Rafael Ferreira praticando Batto jutsu, a arte do saque da espada e cortes.


Meu querido, amigo Rafael Ferreira, além de um competente jornalista também é praticante de artes marciais e tem divulgado o Bugei no Triângulo Mineiro. É dele o texto abaixo, apreciem sem moderação


Lições para a vida, o corpo e a mente
Escola resgata antigos valores da sociedade japonesa e contribui no cotidiano de alunos. Representantes brasileiros viajam para o maior evento de artes marciais do mundo
Por Rafael Ferreira 
Sociedade Brasileira de Bugei – Uberlândia/MG 


Respeito ao próximo e valores que se resumem em hombridade, além da preservação da cultura japonesa como um exemplo de vida são alguns dos pilares que sustentam o trabalho da Sociedade Brasileira de Bugei (SBB), entidade que visa conservar e difundir a cultura do Bugei (Arte Marcial tradicional japonesa) no País, bem como regulamentar as atividades educacionais voltadas à Arte. De uma maneira popular, uma escola de samurai em pleno cerrado mineiro.

O trabalho desenvolvido pela instituição reúne adeptos em Uberlândia-MG há quase 10 anos. A escola mineira, atualmente com 20 alunos, ganha espaço no cenário marcial. Em março, uma comitiva viaja para a Europa para representar o Brasil em um dos maiores eventos de artes marciais do mundo, é o 27º Festival Paris-Bercy, na França, o qual reúne os principais nomes da área.
A SBB conta com cerca de 100 praticantes em Minas Gerais (Uberlândia e Belo Horizonte), São Paulo e no Rio Grande do Sul. Os alunos selecionados para participar do festival na França embarcam dia 15 de março, enquanto isso, se preparam para fazer bonito diante dos grandes mestres de outras artes e das mais de 100 mil pessoas que comparecem ao evento.

O presidente da Sociedade Brasileira de Bugei, Thiago Moraes, explica que “o Bugei teve início no Brasil em 1935, quando Ogawa Sensei, japonês, se mudou para o país. Nos últimos cinco anos a prática ganhou espaço na Europa, depois nos Estados Unidos e em outras partes da América do Sul e Central. O resultado deste crescimento será evidenciado no encontro mundial realizado em Bercy, na França”.

A Escola, que internacionalmente continua presente há mais de 2 anos na Budo International, revista de maior relavância no cenário mundial, conta com um sistema de ensino semelhante ao que encontramos em universidades do País. Um cronograma de disciplinas físicas, que estão desde a preparação do corpo para as práticas de guerra antigas, com o uso de espada, faca, confronto corpo a corpo, até as disciplinas que visam o refinamento pessoal, como etiqueta e boas maneiras, pintura japonesa, caligrafia, filosofia e meditação.  

Hoje qualquer pessoa pode praticar Bugei. Um belo exemplo é a bailarina Ana Cláudia Resende, que pratica balé há 18 anos. “Comecei no Bugei com o objetivo de aprender movimentos de defesa pessoal, mas essa primeira ideia se transformou a partir do momento que me integrei e conheci a tradição. A cultura preza principalmente o respeito, a forma como nos posicionamos diante dos nossos colegas, da sociedade, das dificuldades e de inúmeras situações que vivemos”, disse Ana Cláudia.

Questionado sobre o que será apresentado em Bercy, Thiago Moraes é categórico: “vamos mostrar o Bugei, uma cultura imersa no respeito, caráter e esforço. Todos estão treinando e estudando muito para que tudo que seja mostrado também seja um presente para que comparecer ao festival”.  A escola passa hoje por uma ampliação na Sede Central brasileira, localizada em Uberlândia. Com o aumento da procura e a necessidade de mais espaço, a instituição esta preparando um local para atender aos professores de outros países e estados que encontram na Sede a referência para seus estudos, como ao público interessado que já mostra interesse em disciplinas físicas e mentais.

Uma das disciplinas de destaque da escola é o Kenjutsu, popularmente traduzido como “arte da espada”. Os alunos também tem lições de saque como o iaijutsu e o battojutsu, disciplinas que já foram vistas nas salas dos cinemas, como no filme “O Último Samurai”, com o ator Tom Cruise e Kill Bill, na ótica do cineasta Quentin Tarantino.



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